{"id":953,"date":"2019-03-07T16:39:20","date_gmt":"2019-03-07T16:39:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.coaching-pt.pt\/?p=953"},"modified":"2022-01-02T19:19:27","modified_gmt":"2022-01-02T19:19:27","slug":"crencas-caminho-para-bem-estar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coaching-pt.pt\/eng\/crencas-caminho-para-bem-estar\/","title":{"rendered":"Beliefs: a path to well-being"},"content":{"rendered":"<p>Aquilo em que acreditamos faz de n\u00f3s aquilo que somos. Imagine que toda a vida acreditou ser bom apenas numa profiss\u00e3o, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que venha a ter o mesmo emprego at\u00e9 \u00e0 reforma. Pelo contr\u00e1rio, se acreditar que tem capacidades diversas e que pode acumular fun\u00e7\u00f5es profissionais diferentes, a probabilidade de vir a desenvolver compet\u00eancias e a ter v\u00e1rios trabalhos \u00e9 alt\u00edssima. Imagine agora que acredita que n\u00e3o vai ser feliz se arriscar mudar de vida, ou que vai ser muito bom sair do lugar onde se est\u00e1, para melhorar e crescer pessoal e profissionalmente. Consegue imaginar o que lhe acontecer\u00e1 se partir de uma ou de outra cren\u00e7a?<\/p>\n<blockquote><p>Quando falamos das nossas cren\u00e7as, muitas vezes criamos argumentos l\u00f3gicos para entendermos os comportamentos que temos.<\/p><\/blockquote>\n<p>Robert Dilts, no seu livro Cren\u00e7as &#8211; Caminhos para a Sa\u00fade e o Bem-Estar, refere que \u00abas cren\u00e7as n\u00e3o se baseiam necessariamente numa estrutura l\u00f3gica de ideias, ao contr\u00e1rio, todos sabemos qu\u00e3o pouco elas reagem \u00e0 l\u00f3gica. N\u00e3o se pode esperar que elas coincidam com a realidade. Como n\u00e3o sabemos na verdade o que \u00e9 real, temos de formar uma cren\u00e7a. \u00c9 muito importante entender isso quando se trabalha com algu\u00e9m que quer mudar as suas cren\u00e7as limitadoras. Uma velha hist\u00f3ria contada por Abraham Maslow serve como ilustra\u00e7\u00e3o disto: um psiquiatra estava a tratar um homem que pensava que era um cad\u00e1ver. Apesar de todos os argumentos l\u00f3gicos do psiquiatra, o homem persistia na sua cren\u00e7a. Num momento de inspira\u00e7\u00e3o, o psiquiatra perguntou ao homem: um cad\u00e1ver sangra? O paciente respondeu: que pergunta rid\u00edcula \u00e9 claro que n\u00e3o. Ap\u00f3s pedir-lhe permiss\u00e3o, o psiquiatra fez um furo no dedo do paciente de onde saiu uma gota de sangue. O paciente olhou para o sangue com nojo e surpresa e exclamou: ora, e n\u00e3o \u00e9 que sangra?\u00bb<\/p>\n<p>Verificamos, se pensarmos sobre aquilo em que acreditamos, que n\u00e3o havendo uma forma l\u00f3gica que suporte a cren\u00e7a, constru\u00edmos uma realidade sobre a qual edificamos a nossa vida e constru\u00edmos quem somos. Quando falamos das nossas cren\u00e7as, muitas vezes criamos argumentos l\u00f3gicos para entendermos os comportamentos que temos, uma maneira de mudar de assunto e olhar para o lado que nos \u00e9 mais confort\u00e1vel.<\/p>\n<p>Imagine agora que, depois de ler este texto, quer refletir sobre as cren\u00e7as a que se tem apegado e que o t\u00eam impedido de seguir em frente, ou as que o t\u00eam impulsionado a descobrir caminhos e a evoluir. Quais v\u00e3o ser as suas respostas?<\/p>\n<p>Paula Capaz<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aquilo em que acreditamos faz de n\u00f3s aquilo que somos. 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