{"id":745,"date":"2017-10-15T15:55:49","date_gmt":"2017-10-15T15:55:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.coaching-pt.pt\/?p=745"},"modified":"2022-01-02T19:19:28","modified_gmt":"2022-01-02T19:19:28","slug":"o-que-me-pertence-e-o-que-nao-me-pertence","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coaching-pt.pt\/eng\/o-que-me-pertence-e-o-que-nao-me-pertence\/","title":{"rendered":"O que me pertence e o que n\u00e3o me pertence"},"content":{"rendered":"<p>Num processo de crescimento, a distin\u00e7\u00e3o entre mim e o outro \u00e9 fundamental. O que se pretende dizer com isto n\u00e3o se prende com quest\u00f5es de egocentrismo. A clara distin\u00e7\u00e3o entre o que \u00e9 o meu quadro de refer\u00eancia e o que \u00e9 o quadro de refer\u00eancia do outro permite a avalia\u00e7\u00e3o segura do que s\u00e3o as minhas quest\u00f5es e necessidades e do que s\u00e3o as quest\u00f5es e as necessidades do outro. Se baralharmos as duas realidades corremos riscos emocionais. Se crescermos, e o Coaching faz-nos crescer, come\u00e7amos a entender que, apenas o que nos pertence, \u00e9 suscet\u00edvel de ser gerido, modificado e aprendido. Se tivermos companhia no processo, o caminho \u00e9 mais agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nas rela\u00e7\u00f5es humanas h\u00e1 a tend\u00eancia para que as nossas necessidades se confundam com as necessidades dos outros, principalmente se estivermos muito envolvidos nas rela\u00e7\u00f5es e precisarmos de ajuda ou de ajudar. Todos temos necessidades, a necessidade de aceita\u00e7\u00e3o, por exemplo, \u00e9 comum a todos os seres humanos, bem como a de amor, reconhecimento e respeito.<\/p>\n<p>Muitas vezes esquecemos ou desconhecemos as nossas para podermos satisfazer as dos que est\u00e3o pr\u00f3ximos, dos que amamos, dos que n\u00e3o queremos ver contrariados. A n\u00e3o satisfa\u00e7\u00e3o das nossas necessidades \u00e9, na maioria das vezes, causa de desequil\u00edbrio. Tornar o caminho conhecido e trabalhar para um maior grau de consci\u00eancia \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Do que \u00e9 que precisamos para podermos conviver bem connosco? De que forma as nossas necessidades colidem com as necessidades do outro e como podemos conjug\u00e1-las? Podemos conciliar as nossas necessidades com as dos outros? Como? Queremos faz\u00ea-lo?<\/p>\n<p>Estas quest\u00f5es empurram-nos para um jogo de autoconhecimento que merece considera\u00e7\u00e3o. Se nos despedimos de n\u00f3s para podermos satisfazer as necessidades dos outros e, com isso, pormos em causa o nosso equil\u00edbrio, estaremos a fazer a escolha adequada?<\/p>\n<p>A quest\u00e3o de saber quais as nossas necessidades e de que forma trabalhamos para as satisfazer \u00e9 uma quest\u00e3o fundamental.<\/p>\n<blockquote><p>A quest\u00e3o de saber quais as nossas necessidades e de que forma trabalhamos para as satisfazer \u00e9 uma quest\u00e3o fundamental.<\/p><\/blockquote>\n<p>Normalmente, os julgamentos que fazemos dos outros s\u00e3o express\u00f5es alienadas das nossas pr\u00f3prias necessidades. Muitas vezes n\u00e3o sabemos quais s\u00e3o as nossas reais necessidades. Termos esse conhecimento e podermos express\u00e1-lo aos outros pode ser o caminho da descoberta conjunta e da congrega\u00e7\u00e3o de todas as necessidades humanas.<\/p>\n<p>Rosenberg, no seu livro sobre comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta, afirma: &#8221; repetidas vezes pude ver que a partir do momento em que as pessoas come\u00e7am a conversar sobre o que precisam, em vez de falarem do que est\u00e1 errado com as outras, a possibilidade de encontrar maneiras de atender \u00e0s necessidades de todos aumenta enormemente.&#8221;<\/p>\n<p>Paula Capaz<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num processo de crescimento, a distin\u00e7\u00e3o entre mim e o outro \u00e9 fundamental. O que se pretende dizer com isto n\u00e3o se prende com quest\u00f5es de egocentrismo. 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